Terça-feira, 13 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XX)

Contributo

UrbanPlan

http://urbanplan.blogs.sapo.pt/

 

O Distanciamento Entre Os Jovens E A Política

 

No decorrer do tempo tem-se verificado um progressivo agravamento no distanciamento dos jovens na política. Tal facto é devido, segundo o nosso ponto de vista, à imagem pejorativa que a opinião pública desenvolveu sobre a mesma conotando-a negativamente na sociedade, o que teve consequentemente repercussões malignas no parecer dos jovens.

A comunicação social tem constantemente satirizado a actuação de diversos políticos, salientando os maus exemplos e nunca frisando os bons com devida importância, um pouco à semelhança da própria sociedade.

Em uníssono, a descredibilização da política tem contribuído para o sentimento de indiferenciação que os jovens nutrem pela política. A visão desta como um jogo de interesses, como uma fonte de obtenção de poder pessoal e influências; afectando a perspectiva genuína da política como base de uma governação séria e serena. Inclusivamente, esta assume-se como um dos alicerces da sociedade, uma vez que a sustenta de forma democrática e benéfica.

Pensamos que a reintegração dos jovens se deva alcançar de um modo gradual e sustentado. O primeiro passo é o de sensibilizar a população juvenil da importância que a política assume a uma escala mundial. O segundo é o de facilitar o livre acesso a toda e qualquer informação relativa à governação quer local quer nacional às classes juvenis.

O último, a reconstrução ideológica do logótipo da política a nível nacional, será um passo vitalício na manutenção e persuasão da política face aos jovens. Este mesmo passo será inevitavelmente difícil de atingir, sendo a sua globalidade maior face ao facto de abranger não somente toda a população como a comunicação social.

 

 

 

 

 

 


publicado por JCM às 00:19
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Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

Cavaco Silva pede reflexão "séria e serena" sobre alheamento dos jovens face à política

Notícia LUSA

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/b4c39b8a84b1ab4360ee4a.html

 

 

Lisboa, 12 Mai (Lusa) -- O Presidente da República, Cavaco Silva, pediu hoje uma "reflexão séria e serena" ao grupo de trinta jovens que convidou para um encontro sobre "Juventude e Política" no Palácio de Belém.
O objectivo do Chefe de Estado é conhecer a opinião dos líderes juvenis sobre a "realidade do afastamento dos jovens em relação à vida politica" e, por outro, sobre "aquilo que pode ser feito para inverter a situação".
O Presidente da República confidenciou que os sinais que "foi recolhendo" ao longo dos anos "não são muito animadores" sobre a participação e interesse da juventude nos assuntos políticos.
Cavaco Silva disse ao jovens convidados para o encontro que "contactou com milhares de jovens", enquanto Primeiro-Ministro, Presidente da República e como professor universitário, e que considerava esse interesse da juventude nos assuntos políticos e cívicos de "muita relevância" para o futuro do país.
O Presidente disse aos presentes que o actual "alheamento da juventude é mais grave que o das gerações mais velhas" e pediu uma "reflexão séria e serena" do problema.
"Penso que o vosso contributo é da maior importância", afirmou, sublinhando aguardar "com muita expectativa"o resultado dos debates.
Após a intervenção inicial de Cavaco Silva, o autor do estudo "Jovens e Política", Pedro Magalhães, da Universidade Católica Portuguesa, procedeu à apresentação do estudo com resultados que apontam para um elevado desinteresse dos jovens face às questões políticas.
O estudo mostra que quase todas as faixas etárias possuem a mesma percepção negativa face à política, com 65 por cento dos interrogados a confessarem que a política "lhes interessa pouco".
Duas semanas depois do alerta, no discurso do 25 de Abril no Parlamento, do afastamento dos jovens da política, Cavaco Silva convidou para uma reunião líderes das organizações partidárias, académicas, de voluntariado, sindicais e empresariais e também do associativismo juvenil.
À excepção da JCP, a organização de juventude do PCP, que criticou o discurso de Cavaco Silva no 25 de Abril, as restantes "jotas" estão presentes na reunião com algumas propostas centradas no ensino e na habitação jovem, por exemplo.
O secretário-geral da JS e deputado Pedro Nuno Santos disse que "é preciso desdramatizar o discurso" quanto à falta de participação dos jovens na política e mostrar que há uma "geração dinâmica e empreendedora" em Portugal.
"É preciso desdramatizar este discurso do alheamento dos jovens. Não me parece que esse alheamento seja específico dos jovens", afirmou Pedro Nuno Santos, defendendo ainda um maior empenhamento das escolas "no ensino da cidadania".
O líder da JSD, Pedro Rodrigues, disse que uma das suas ideias se relacionam com dois projectos sobre habitação jovem, a apresentar no Parlamento, mas diz querer apresentá-los "em primeira mão ao Presidente da República".
"Este encontro é muito interessante. O afastamento dos jovens da política deve-se também ao afastamento dos políticos dos jovens. É necessário que o Governo se volte a preocupar com os jovens, que apresente medidas na educação e no crédito à habitação jovem", disse.
O líder da Juventude Popular (JP), Pedro Moutinho, confirmou que apresentará propostas, mas reservou-as para a reunião.
"É fundamental que os jovens se reaproximem da política. A meu ver, esta tendência está relacionada com a falta de credibilidade de quem está na política e nos partidos. A sociedade olha para quem está na política como quem diz A e faz B", afirmou.
A JCP afirma que não apresentará medidas concretas, mas participa no encontro para "ouvir e discutir ideias".
Dirigentes do Bloco de Esquerda não foram convidados por este partido, formalmente, não ter uma organização de juventude partidária, segundo explicou fonte da Presidência.
Fonte do BE explicou à Lusa que os bloquistas não têm uma "jota", como os restantes partidos, mas sim uma estrutura de jovens, integrada no Bloco.
No entanto, face às críticas do Bloco por não ter sido convidado, a Presidência reiterou hoje que o critério para os convites foi o de os jovens pertencerem a uma organização representada no Conselho Nacional da Juventude (CNJ).
Um dos pontos do discurso do Presidente no 25 de Abril foi o alerta sobre o alheamento dos jovens quanto à política, considerando que os partidos políticos "possuem responsabilidades muito claras no combate a este alheamento" que resulta, em parte, de não ter havido o necessário esforço de credibilização da vida pública, o que implica "ouvir o povo e falar-lhe com verdade".
SRS/NS
Lusa/fim
 

 


publicado por JCM às 13:02
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Cavaco ouve as ideias dos jovens para maior participação política (Notícia DN)

 

Notícia DN
Depois de no 25 de Abril ter deixado sérios alertas, Cavaco chama jovens


As juventudes partidárias, à excepção da JCP, prepararam para o encontro de hoje com o Presidente da República, sugestões para reaproximar os jovens da política.

Duas semanas depois do alerta, no discurso do 25 de Abril no Parlamento, do afastamento dos jovens da política, Cavaco Silva convidou para uma reunião líderes das organizações partidárias, académicas, de voluntariado, sindicais e empresariais e também do associativismo juvenil.

O objectivo é saber a sua opinião sobre a "realidade do afastamento dos jovens em relação à vida política" e, por outro, sobre "aquilo que pode ser feito para inverter a situação".

Hoje, à excepção da JCP, a organização de juventude do PCP, que criticou o discurso de Cavaco Silva no 25 de Abril, as restantes "jotas" vão para a reunião com algumas propostas centradas no ensino e na habitação jovem, por exemplo.

O secretário-geral da JS e deputado Pedro Nuno Santos disse que "é preciso desdramatizar o discurso" quanto à falta de participação dos jovens na política e mostrar que há uma "geração dinâmica e empreendedora" em Portugal.

Já o líder da JSD, Pedro Rodrigues, disse que uma das suas ideias se relacionam com dois projectos sobre habitação jovem, a apresentar no Parlamento, mas diz querer apresentá-los "em primeira mão ao Presidente da República".

O líder da Juventude Popular (JP), Pedro Moutinho, afirma que "concerteza" apresentará propostas mas reserva-as até à reunião.

"É fundamental que os jovens se reaproximem da política. A meu ver, esta tendência está relacionada com a falta de credibilidade de quem está na política e nos partidos. A sociedade olha para quem está na política como quem diz A e faz B", afirmou.

Contactada pela Lusa, a JCP afirma que não apresentará medidas concretas, mas vai participar no encontro para "ouvir e discutir ideias".

Dirigentes do Bloco de Esquerda não foram convidados por este partido, formalmente, não ter uma organização de juventude partidária, segundo explicou fonte da Presidência. Fonte do BE explicou à Lusa que os bloquistas não têm uma "jota", como os restantes partidos, mas sim uma estrutura de jovens, integrada no Bloco.

Já ontem, o BE insurgiu-se contra a decisão do Presidente de excluir representantes da juventude bloquistas dos encontros de hoje que se destinam a combater o afastamento dos jovens da política.

O desconhecimento relevado por jovens portugueses em relação à actividade política, que ficou patente num recente estudo de opinião da Universidade Católica, foi o principal tema do discurso do Presidente da República no Parlamento, durante a sessão solene do 25 de Abril.

publicado por JCM às 10:04
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XIX)

Contributo

http://surrealhumanity.blogs.sapo.pt/

 

os SurrealHumanity, depois de tomarem conhecimento da recolha de sugestões inovadoras em curso, sentidas no pulsar do "politicamente incorrecto" dos jovens de hoje, relativamente à intensificação da participação cívica e ao premente reavivar do culto do espírito de 
cidadania, dado o enorme fosso de distanciamento e o assumido litigioso com os sucessivos governantes e autarcas, não puderam deixar de aderir a esta louvável iniciatiava, no sentido de poder colaborar com o CCC, com o intuito de "despertar" os máximos responsáveis pelos destinos da nação, para uma mudança de paradigma de convivência 
política.

Se analisarmos. com insenção e acuidade, as multifacetadas tomadas de posição dos políticos, neste novo período sem Muro de Berlim dito em crescendo de globalização, à escala do mundo, vulgarmente tido como ocidental, facilmente concluiremos estar em curso uma estranha espécie de postura estereotipado : além de um enorme respeito pelas "medidas  de tendência central" por parte do eleitorado, numa imutável  alternância entre partidos praticamente desprovidos de diferenças fracturantes no plano concreto da activação dos seus programas, é  manifesta, por um lado, toda uma sensação de impunidade quando toca a  erros políticos graves, aliviada por uma predisposição de imunidade  parlamentar que não permite que a culpa continue a morrer solteira,  enquanto que, por outro, se torna difícil confiar nos principais  candidatos a líderes, visto teimarem prometer aquilo que, mais tarde,  não chegam a cumprir. Quase que é nosso desejo, aqui, afirmar, com todas as letras, que a tecnocracia e a mediocracia, ao se declararem como dois novos grandes poderes, acabam por fazer os políticos reféns dos seus próprios ditames geoestratégicos e interesses de circunstância. Que nos desculpem os autarcas e os governates da nossa 
nação, mas a verdade nua e crua é simples : o mercado é quem domina e  superentende toda a estrutura societal da actual pós-modernidade, a  política aparece apenas em segundo lugar.

Isto faz com que a política perca o seu interesse, mais parece um jogo virtual sem nada de, realmente, palpável que possa sentir-se no seio das nossas vidas quotidianas. A sensação de impotência é de tal ordem que os mais novos apostam mais num registo semi-anárquico e  semi-apolítico : o paradoxo "a política não me interessa" parece constituir o único motivo de interesse a suscitar uma resposta - a indiferença.

Honestamente, acreditamos, na esteira do pensador francês André-Comte Sponville, que a verdadeira e única resposta deve advir da ética. Não há volta a dar, a não ser esta. Moralizar a política. Voltar a  centralizá-la no Homem, retomando os ensinamentos de Atenas. Encará-la  como uma forma de servir as populações e a res publica, o bem comum.  
Pensar, de novo, no interesse colectivo em detrimento do interesse individual. Basicamente, moralizar toda a classe política e a sua forma de legitimação permanente.

Os SurrealHumanity defendem, basicamente, a instauração de um sistema novo, a nível do mundo democrático europeu ocidental, capaz de premiar o verdadeiro mérito dos candidatos e o seu verdadeiro "altruísmo político". O acesso a lugares cimeiros deve exigir, da parte dos candidatos interessados, todo um perfil idóneo e de competência comprovada, em função das áreas de intervenção e das pastas a tutelar: uma idade mínima de 45 anos ; uma sólida formação académica de base, com vincada especialização nas áreas de supervisão ; redução das regalias e mordomias, designadamente, nas elevadas pensões a assegurar 
pelo erário público, depois de um mandato ou dois ; um background de experiência no terreno comprovada, aquando da sua actividade profissional ; submissão à definição de um sistema de competências "apertada", do ponto de vista da jurisprudência constitucional, 
passível de minimizar, preventivamente, o actual cenário de reiteradas falas promessas eleitorais, em que já ninguém acredita - a começar pelas luvas brancas dos nulos, dos brancos e da pesada abstenção em prol de uma tarede solarenga na praia.

Antes de mais, as campanhas eleitorais deveriam ser dedicadas ao aprofundamento, sério e cabal, dos programas políticos a escrutinar, junto das populações, devendo ser preparados de forma mais realista e alicerçando no conhecimento das realidade concretas.

Digamos que, no essencial, o primeiro passo de gigante a dar, deve procurar convergir com esta linha de rumo. Depois, e só depois, fará sentido equacionar outras vias de aproximação e de busca de entendimento com as diferentes problemáticas das populações, no terreno, criando, para o efeito, novos patamares intermédios de legitimação cívica, um pouco ao jeito de movimentos associativos ou peticionários, de pendor mais afirmativo enquanto novas formas de contra-poder e de limitação de mandatos.  Um cidadão qualquer do século XXI exigirá, como é evidente, ser tratado como um Sujeito, caso contrário o sistema corre sérios riscos de vir a implodir, num ápice.

Por exemplo, porque não pensar na possibilidade de um dado movimento, que surja por vontade expressa dos cidadãos, poder ter assento parlamentar efectivo, com razoável interferência na decisão do plenário, no seu todo  ? A actividade política e correspondente agenda passariam a ditar, sazonalmente, temáticas diversas para o seio da própria sociedade civil, para que, passado um determinado período de tempo definido, esta se pudesse pronunciar, com voz activa, junto dos ilustres parlamentares.

No fundo, a nossa ideia é propor um novo tipo de Parlamento mais aberto à participação dos cidadãos : 5 % dos actuais lugares de deputado passariam a ser ocupados por novos membros independentes, em representação da mais genuína Sociedade Civil, eleitos por movimentos organizados em função de temáticas suscitadas pela própria agenda 
parlamentar, por um prazo mínimo de seis meses e sem direito a renovação, o que acabaria por levar a uma redução do número de candidatos - a Regra de Hondt passaria a vigorar, apenas e só, em relação aos restantes 95%.

Como é natural, as escolas teriam de desempenhar um papel decisivo na formação deste novo espírito de participação cívica activa, dando a conhecer os meandros e os bastidores do funcionamento da actividade política, desde as bases até ao topo. Neste quadro, as formas existentes são variadas e, algumas delas, já forma, inclusivamente,  divulgadas por alguns dos grupos a concurso. Parece-nos evidente que os jovens portugueses, e não só, se sentiriam mais interessados pela política se os autarcas e munícipes de relevo locais procurassem ir ao encontro das suas ideias e da sua sensibilidade, porque não delineando 
concursos anuais diversos com vista a premiar o esforço e a criatividade.

De facto, a sustentação do actual conteúdo discursivo político e da sua inerente retórica, de barbas sofistas ancestrais, impostas por uma mediatização massificada em quantum de share por metro quadrado, associado a um carisma exigido como prioritário, tem-se mostrado inviável. Tem de enveredar por uma estratégia política que seja assimptotica com a verdade dos fenómenos, sem descurar uma importante vertente pedagógica e argumentativa.

Em boa verdade, temos de reconhecer que esta problemática não é responsabilidade política dos governantes, na medida em que o seu verosímil raio de acção é bem mais alargado. Os tentáculos deste polvo social são múltiplos e difíceis de admoestar coercivamente, de forma profícua, no sentido da preservação de uma democracia saudável.

Os SurrealHumanity, em jeito de glosa, lembram a todos que a política é, conforme Leibniz tanto apreciava, a construção humana do melhor dos mundos possíveis. Já a Democracia, para Winston Churchill,  representava o melhor dos piores sistemas : da nossa parte, numa toada meio elitista, assumimos a nossa veia meritocrática de competência, de  humanidade, de dedicação e serviço gratuito e de firmeza nos valores  essenciais.

Que os nossos jovens aprendam quais os valores nucleares à manutenção  da coesão social, o resto virá, com toda a certeza, por acréscimo ...

Um forte abraço fraterno e ateniense, à Pericles, dos Surreal.

 

 


publicado por JCM às 00:22
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XVIII)

Contributo

Grupo cidade cRIAtiva

http://cidadecriativa.blogs.sapo.pt/

www.aveirodoispontozero.com

 


Os jovens. Esta frase (tão comummente usada por septuagenários irados com "estas novas gerações") é tão plena de significado, tão abrangente e tão dada a discussões de índole social e cultural, que é necessária a devida parcimónia no seu uso – e sim, nem de predicado necessita. Os jovens têm vindo e continuarão a ser, durante largos anos, se a actual sociedade assim o permitir, o grupo etário/social simultaneamente mais criticado e mais desculpado.

Jovens: culpados

Como explicação da crítica, citamos o Senhor Presidente da República, nas palavras que tão sabiamente proferiu no seu discurso, de que convém não só conhecer as linhas gerais mas proceder à leitura extensiva, que é por si só muito elucidativa:

"-os jovens estão menos expostos à informação política pelos meios convencionais de comunicação do que os restantes segmentos da população e mostram também mais baixos níveis de conhecimentos políticos;

(...)

- do ponto de vista do chamado «interesse pela política», os resultados demonstram, e cito textualmente o estudo, um «baixíssimo interesse dos inquiridos entre os 15 e os 17 anos»;

(...)

O estudo colocou aos inquiridos três perguntas muito simples: qual o número de Estados da União Europeia, quem foi o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril e se o Partido Socialista dispunha ou não de uma maioria absoluta no Parlamento. Pois, Senhores Deputados, metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi sequer capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas."

É certo que não há aqui uma crítica, apenas uma constatação de factos. Mas a crítica fazemo-la todos nós ao ouvir estas, chamemos-lhes, barbaridades (tão somente por custar ouvi-las). A mensagem é clara: a juventude, grosso modo, não demonstra interesse na política, ponto final.

Jovens: desculpados

Naturalmente os jovens são irresponsáveis. São novos. Não viveram o 25 de Abril. Têm iPods, telemóveis e computadores. Os jovens isto, os jovens aquilo.

Os políticos não procuram chegar aos jovens, não comunicam directamente com eles. Não há iniciativas de aproximação a esta camada da sociedade. Os partidos, inclusive as juventudes democráticas, estão mais direccionadas para os filhos de quem aos partidos pertence, e não praticam esforços para localmente atraírem quem a elas pudesse aceder e contribuir. Os professores não ensinam política. Os pais não estão em casa. Os telejornais mostram os treinos do Benfica em vez das sessões do Parlamento. Os jornais são caros e desinteressantes e as revistas não falam de política.

Que podiam os jovens fazer, esses coitados?

Aquilo que entendemos ser a verdade (ou parte dela)

Do que anteriormente se disse, apenas uma parte é verdade. Uma parte suficientemente significativa para se reflectir nela e insuficientemente grande para nos restringirmos à conclusão categórica de que as causas para o desinteresse são as apresentadas.
Tentemos, ponto a ponto, reflectir em conjunto (quem isto lê e quem isto escreve).

Como de tenra idade e experiência que são, podem desculpar-se e libertar-se das suas responsabilidades para com a sociedade? Não, todos o sabemos. Não é pela sua juventude que se deixa de punir um criminoso de 15 anos. A expressão assaz odiada "de pequenino se torce o pepino" não pode deixar de fazer sentido num sistema social em que
aos velhos se sucedem os novos, num ciclo ininterrupto (excepto em caso de extinção, naturalmente)
.

"Não viveram o 25 de Abril". Pois não. Mas não viveram os descobrimentos e sabem que Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil e que em tempos fomos Grandes. (Talvez não saibam muito mais do que isto, mas saltemos essa parte.) Um dos problemas da maneira como o 25 de Abril é apresentado e comemorado é a sua repetição pouco imaginativa. Quase parece que, em ânsias de preservar a memória e a identidade e valorizar o esforço, o risco, e o sucesso (embora não num certo sentido, como disse o Senhor Presidente – e não se referia ao comunismo pós-revolução) do 25 de Abril, somos ano após ano bombardeados com as mesmas soirées do "Quis saber quem sou" e do "Grândola Vila Morena", resumindo a revolução a meia dúzia de cravos, uma mão cheia de cantigas, e referências – extenuantes – à  censura e opressão. Não é pelo cansaço que se conquista um público, qualquer que seja o ramo de publicidade – e é de publicidade que estamos a falar, embora de uma, digamos, "boa" publicidade, de valores, educativa e de melhoramento. Devíamos, cremos, repensar a maneira como queremos lembrar o 25 de Abril. Aí, ousamos dizê-lo, pode desculpar-se os jovens, já que não têm o contrabalanço da experimentação e vivência da data referida para equilibrar a memória.

Não esqueçamos também que quando falamos dos jovens de hoje, e lhes apontamos o dedo, se o fizéssemos há vinte e cinco anos, estaríamos muito pior. "Por causa do Estado Novo", dir-nos-iam. Talvez. Mas ninguém nos tira isso: estaríamos pior.

Não é verdade que não haja iniciativas de aproximação por parte de quem está em cima. O nosso grupo tem, orgulhosamente, membros que participaram no "Parlamento dos Jovens", criado pela Assembleia da República. A culpa nem sempre é da ausência de intenção, mas sim da ausência de divulgação e da quase nula existência de garantias relativamente a quão seriamente são levadas as opinião expressadas por nós (e este "nós" é apresentado quase corporativamente, por perigoso que seja).

O mundo é diferente, mais global, e as distracções aumentaram, os interesses mudaram. O que não mudou (e, porventura, aumentou até) foi a necessidade que temos uns dos outros, e de um sistema organizativo que nos permita conviver bem e de forma sustentável – falamos de relações sociais, que não só de ambiente vive a palavra "sustentável"
. A política é, na sua essência, isso – o meio de encontro, discussão e regulação das vontades individuais (sim, individuais, por estranho que soe a referência umbilical tão proximamente colocada relativamente à actividade política).

Dotados de um "pessimismo que muitos dizem ser uma característica singular do povo português, desde tempos imemoriais" – palavras do Dr. Cavaco Silva – tendemos a ver os lados negativos de tudo e a culpar sempre terceiros. Está, diz-se, na nossa natureza. Que grande treta, é preciso afirmá-lo, o mais assertivamente possível. E repeti-lo: Que grande treta. Culpar o senhor professor – coitado, já tão atacado nos dias que correm – por não ensinar aos meninos que existe um BE e um CDS/PP? Culpar o(a) senhor(a) ministro(a) que não tomou as medidas para que se garantisse que nas escolas os meninos tivessem
incontornavelmente acesso a uma formação política, nas aulas de História ou nas aulas de Formação Cívica? Culpar os senhores deputados, os senhores presidentes de câmara, os senhores com S grande? Em parte.

Mas não desculpemos os pais dos (e os) referidos meninos. O desinteresse é intolerável. Não é uma falha nos currículos – é uma falha nos valores. Isso de criticar as gerações que a seguir vêem já os Gregos o faziam. Convém é inovar e contornar, controlar, inverter, de modo a garantir que a mensagem foi passada, e que as pedras basilares da civilização, embora passíveis de evolução – sinais do passar dos tempos – têm de, impreterivelmente, ser sólidas e universais.

Procurem os Senhores, juntamente com a comunicação social, aproximar-se também de nós. A "distância ao poder" a que se referia o senhor Presidente da República é indiscutivelmente real e intolerável. Por exemplo, pensemos nos deputados, que são eleitos, não o esqueçamos – e esquecemos, quase sempre – em círculos distritais, ou seja, eleitos
como representantes desses mesmos locais. Quanto lhes exigimos?
Quantos nos dão em troca, pela eleição de representantes do povo? A política não devia ser uma interacção baseada em cruzinhas de boletins de um lado (ou de baixo, mais concretamente) e apertos de cinto e reformas duvidosas – ou simplesmente mal, ou não de todo, explicadas – do outro (ou de cima, mais propriamente)
. E procurem vir às escolas (e quem diz escolas diz aldeias e unidades fabris, jardins zoológicos até), descendo do vosso pedestal.

Não há necessidade de concretizar estas nossas conclusões a um nível estritamente (ou especialmente focado na dimensão) local, como nos foi pedido pelos organizadores deste concurso – a nível nacional o problema é o mesmo, as soluções são as mesmas.

Conclusão

Não esqueçamos nunca (temos vindo a dizê-lo) que não podemos sempre esperar que chova para beber a água que do céu escorre. Às vezes temos de ser nós próprios a fazer danças da chuva, ou, mais eficaz ainda, trepar às nascentes ou correr para as margens dos rios, para saciar a sede, que não é mais, nesta tosca metáfora, que a necessidade que temos de viver em paz uns com os outros – e com as nossas consciências. O faça-você-mesmo não serve só para a bricolage.

 

 


publicado por JCM às 00:08
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Domingo, 11 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XVII)

 Contributo

 O Presidente da República, no discurso que proferiu no 25 de Abril, na Assembleia da República, revelou a sua preocupação com a ignorância e alheamento dos mais novos relativamente à política. A este respeito, o Presidente da República sublinhou que a sociedade portuguesa se debate com dois problemas:
• “além da Hungria e da Eslováquia, Portugal é o país europeu em que os cidadãos dão menos importância à política nas suas vidas”;
• “o nível de informação dos jovens relativamente à política é de tal forma baixo que ultrapassa os limites daquilo que é natural e salutar numa democracia amadurecida”.
Estas afirmações do Professor Doutor Cavaco Silva podem ser corroboradas no “Estudo do Centro de Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa”, intitulado “Os jovens e a Política”. Das principais conclusões deste estudo, que tinha como objectivo recolher informação sobre as atitudes e comportamentos políticos dos jovens em Portugal, seleccionamos as seguintes:
- De um ponto de vista quer absoluto quer comparativo, os jovens evidenciam atitudes de baixo envolvimento com a política.
- Os jovens encontram-se menos expostos à informação política pelos meios de comunicação convencional do que o resto da população e tendem a exibir menores níveis de conhecimentos políticos.
Com efeito, ao longo deste estudo fica claro que os jovens manifestam algum desinteresse pela política, o que nós, enquanto jovens também concordamos. Constata-se que os jovens, na verdade, não têm uma formação cívica desejada que os prepare para herdar e conduzir os destinos do país. Muitos porque não querem, outros porque tal lhes é vedado, todos por desapontamento, falta de paciência, falta de formação ao nível político, falta de responsabilidade … No entanto, queremos adiantar que uma das causas desta situação prende-se com o facto de, por um lado, os políticos não estarem a conseguir cativar a juventude e, por outro lado, não integrarem os jovens nas estruturas políticas, dando-lhes espaço para se manifestarem e apoiando as suas iniciativas sem as rotular sempre de mal formadas, tolas e desnecessárias. Para além disso, faltam espaços mais condizentes com os jovens, espaços que acompanhem as suas realidades, os seus quotidianos. Não podemos exigir, por exemplo, que um jovem que não é formado para falar em público, fale numa assembleia. É preciso que os espaços (comunidades, escolas, assembleias, órgãos governamentais) também estejam atentos e organizados para a formação desses jovens. É também necessário que tenham capacidade para ouvir o jovem. Dessa forma, é possível criarem-se canais para críticas e sugestões e aumentar a participação desta parcela da população.
Várias sugestões podem ser feitas para possibilitare a assunção de uma aproximação entre políticos e jovens. No caso concreto da nossa autarquia, apresentámos as seguintes propostas:
- Promoção da iniciativa “Um dia com o Presidente da Junta”, em que alguns jovens teriam uma oportunidade para se reunirem com o responsável pela autarquia para trocarem ideias e visitarem algumas estruturas vocacionadas para questões relacionadas com a juventude;
- Criação de centros e clubes culturais e artísticos;
- Mapeamento e apoio de acções já desenvolvidas pelos jovens;
- Construção de espaços que permitam aos jovens participar e acompanhar os programas e os projectos do município.
Como conclusão final podemos acrescentar que a inserção da juventude na Política é de extrema importância para renovar quadros, trazer novas ideias e construir um novo caminho.
O jovem deve compreender que a política faz parte do nosso dia-a-dia e é fundamental para a sobrevivência da sociedade. Portugal precisa de uma juventude consciente dos seus deveres e do seu poder, pois, apesar do que muitos pensam, os jovens podem e devem mudar este país.
 
Ana, Carlota, Miguel e Pedro
Turma A do 12º Ano
ES/3 Arquitecto Oliveira Ferreira – Arcozelo (Vila Nova de Gaia)
http://arcozelocriativo.blogs.sapo.pt/

 


publicado por JCM às 22:43
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XVI)

Como resposta ao desafio proposto, enviamo em anexo um documento referente ao afastamento dos jovens da politica.
Grupo Vila do Conde.com
http://vila_do_conde_ponto_com.blogs.sapo.pt

 

            A Educação em Portugal é focada diariamente nos telejornais e jornais nacionais. Há uma grande preocupação em formar os alunos da melhor maneira possível: direccionados, com métodos muito pouco ortodoxos, para arrecadarem boas notas, independentemente de compreenderem ou não o que lhes foi ensinado.
            Estamos a formar jovens que decoram e não percebem nem reflectem acerca do que lhes é ensinado. A culpa não é dos professores, é dos extensos programas que têm que são obrigados a cumprir. Não há tempo para reflectir em conjunto com a turma acerca de determinado tema. Há a preocupação de se ensinar tudo e mais alguma coisa. Para quê? Não é nada prático. Um aluno não é ensinado a lidar com uma situação que viverá quando exercer a sua profissão. Chama-se a isto educar?
            No dia 25 de Abril ouvimos palavras como estas proferidas no discurso do nosso Presidente da República, Professor Cavaco Silva, "O alheamento da juventude não pode deixar de nos preocupar a todos, a começar pelos agentes políticos. A começar por vós, senhores deputados". Isto é algo que já não saibamos? Se perguntarmos a um jovem português qual a diferença entre um partido de direita e um partido de esquerda, este não nos saberá responder. A razão é muito simples: isso não lhes é ensinado. Aqui está o problema. Como pode um jovem ter interesse numa área que não depreende?
            Este facto é inadmissível. Estamos a formar jovens que não se preocupam com o futuro do nosso país. Há uns anos atrás, era difícil aceder aos meios de comunicação e, mesmo assim, a juventude manifestava-se. É necessário inverter esta situação, mas como?
            Uma medida possível poderia passar pela criação de um conteúdo programático numa dada disciplina comum a todos os alunos, que procurasse dar a conhecer umas noções básicas de política aos jovens. Outra solução para este problema seria a criação de um programa televisivo direccionado para esta faixa etária, onde, de uma forma mais apelativa formaria pequenos entendedores nesse assunto.
            São tantas as reformas que se têm feito no ensino e nenhuma delas visa ensinar a juventude a reflectir e a pensar por si própria. Isto sim, é muito grave, pois o futuro do nosso país parte destes jovens. Se não houver interesse no funcionamento de Portugal, como o poderão governar? Vamos cair novamente numa ditadura?
 
 
Grupo Vila do Conde.com
Fábio Fernandes
Fátima Gonçalves
Mariana Catarino
Raquel Silva
Escola Secundária D. Afonso Sanches-Vila do Conde
http://vila_do_conde_ponto_com.blogs.sapo.pt
 

publicado por JCM às 22:40
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XV)

Contributo enviado por

Nuno Azevedo Silva

da equipa 002ordemparacriar da Escola Secundária da Trofa

http://002ordemparacriar.blogs.sapo.pt/

(aluno do 12.º ano)

 

O desinteresse dos jovens pela política?
«Senhor presidente, senhor primeiro-ministro, senhores e senhoras deputados»
Perguntava o senhor Presidente da República, no passado dia 25 de Abril, sobre o papel actual dos jovens na política e do seu progressivo afastamento.
Jovens, verdade ou mentira?
Ora, o país e toda a comunidade tem que perceber que antes de mais, os jovens, neste caso portugueses, procuram aquilo em que acreditam e em que existem em comunidade. A resposta óbvia à pergunta “então a que pertencem os jovens?” é naturalmente “a um país de regime declarado democrático chamado Portugal”.
Mas então o que falha para os futuros cidadãos se afastarem da política que gere este país considerado democrata?
1.O que verão adolescentes no facto de serem eleitos 230 deputados e apenas 121 carregarem egocentricamente o país às costas, recusando a ajuda e vendo esta recusada antes de recusá-la?
 2. Como interpretarão as borbulhas na cara os discursos dos políticos actuais, a sua retórica quase sempre balofa e oca, verborreia oca e sem ideias?
3.  O que vemos nós nas sucessivas hipóteses que são apresentadas ao país, o que pensamos de elegermos pessoas que não conhecemos (mas que pertencem a um grupo tão homogéneo que já sabemos o resultado) para defenderem os nossos ideais de bem comum à sociedade?
4. O que representa para nós as sucessivas mortes e ressurreições intercaladas de membros e partidos já desgastados?
Tudo isto que se passa pelos olhos da população termina inevitavelmente na descredibilização da actividade política e na recessão social de valores, isto é, progressivamente os valores defendidos passam a ser unicamente os pessoais, ao contrário do que se pretende num regime deste género.

A política, o plano que deveria funcionar como princípio de motivação da sociedade, levando-a a agir e interagir para a criação das suas próprias soluções, torna-se no pior inimigo da democracia e da comunidade.
“A democracia é o pior de todos os sistemas com excepção de todos os outros”, lá dizia o grande sábio, e também músico português Sérgio Godinho.
Quais as soluções?
Ora é evidente que as soluções passam acima de tudo por uma organização de ideias e valores do panorama político e social.
Para isto temos que perceber o que é para nós a democracia.
Temo-la porque dá às pessoas um sentido de participação e controlo sobre as suas vidas, contribuindo para a estabilidade política? Ou temo-la porque os indivíduos têm o direito a governar-se a si próprios, mesmo que usem esse direito de formas ridículas? Ou temo-la porque a democracia é, na verdade, uma óptima forma de tomar decisões inteligentes e de revelara a verdade?
No mundo actual, o regime democrático assume-se vantajoso pela particularidade de, apesar de utopicamente, tomar em consideração a sabedoria das multidões. É necessário aproveitar a sabedoria das multidões, que em determinados contextos, por ser constituída pelo resultado de operações de discussão entre indivíduos heterogéneos, resultam em soluções sábias e bastante precisas (como teoriza James Surowiecki em «A sabedoria das multidões»).
Para isto é necessária a criação de um novo portal/plataforma de interligação entre sociedade e poderes políticos, uma reforma de valores na Assembleia da República (promovendo o trabalho de equipa para alcançar objectivos, tendo em conta aspectos fundamentais como a cooperação e a diversidade) e uma imagem renovada da vida política na sociedade.
Só assim, senhor Presidente, poderemos não só aproximar a população juvenil mas também a sociedade em geral da política e resolver os problemas de recessão política e social do país.

 


publicado por JCM às 01:21
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Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XIII)

Contributo

"Actualmente, na óptica do nosso grupo, os jovens não têm uma intervenção activa na política do seu país, nem mesmo da sua região. É claro que para nós a inexperiência e o desconhecimento político são factores que condicionam a actividade política por parte dos jovens, mas nem sempre deveria ser assim...
     Os autarcas e deputados que constituem parte do sistema político nacional, que foram escolhidos pela população de modo a ser  representada, na maioria dos casos não tem presente os ideais e filosofias juvenis que, por mais disparatados ou inviáveis que pareçam, podem, bem organizados, contribuir para uma sociedade sólida e  bem estruturada.
    Quando somos jovens os nossos ideais começam a surgir nas nossas mentes, mas com a passar dos anos vão aparecendo dificuldades que atenuam e por vezes impedem a sua realização. Deste modo, perdem-se valores que poderiam ser bastante úteis a um político. A interacção entre jovens com ideias formadas, convictos de que defendem, e agentes políticos traria talvez à memória destes últimos, as ideias  que estão apagadas das suas mentes. A importância da juventude na política notar-se-ia bastante mais se esta participasse de forma mais activa, porque são indiscutíveis as capacidades de persistência e de dinamismo que esta classe etária contém.
    A vida cívica, parece-nos ser bastante condicionada pela  actividade política nacional e internacional, desta forma a política deveria integrar ideais e valores que responsavelmente são oferecidos e estão inatos na nossa juventude".

 

 

Para mais informação: http://salvaterracriativa.blogs.sapo.pt/

Email: salvaterracriativa6@sapo.pt


publicado por JCM às 12:28
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Terça-feira, 6 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (XII)

Contributo

Amadora um exemplo de participação e interesse pela política:

 
Na escola Secundária de Seomara da Costa Primo, escola onde o nosso grupo estuda, realizou-se uma assembleia municipal jovem.
Para mais informações consultar:  http://www.jornaldaregiao.pt/arquivo/Amadora/Amadora_125.pdf (página 7)

publicado por JCM às 23:52
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (X)

Contributo

Os Jovens e a Politica…!

 

     Não podemos negar que o afastamento dos jovens face à política constitui de facto uma realidade, sendo igualmente verdade que esse desinteresse não afecta unicamente os jovens mas também os adultos! Perante esta realidade à que agir, sendo bastante relevante o pedido de ajuda por parte do nosso Presidente da Republica, porém é um pouco contraditório sermos nós jovens a ter que solucionar um problema que advém principalmente da má gestão da própria política. Mas como também nós estamos voltados para o futuro podemos apontar algumas situações que achamos estarem a afastar os jovens do “mundo” da política, mas para que isto funcione temos que ser frontais e sinceros…

     Um dos principais aspectos que destacamos é o facto de vivermos numa sociedade comodista onde todos criticam a forma como os políticos gerem o nosso país mas ninguém age, e quando falo em agir não me refiro a greves, abaixo-assinados ou manifestações, refiro-me a outro tipo de atitude onde todos os que estão descontentes reflictam sobre o assunto e tentem encontrar soluções plausíveis para contornar esses problemas, só ai é que podemos apontar o dedo aos políticos caso não estejam dispostos a ouvir-nos!

     Outra questão fulcral é o facto de nas escolas não existir “educação politica”, achamos muito importante a História de Portugal que abordamos até ao 9ºano, mas isso é passado, que não desvalorizamos, e não é o 25 de Abril que nos faz compreender o que é a politica actualmente, deveria existir uma disciplina (sobretudo a partir do 10ºano devido a uma maior maturidade dos jovens) onde fizesse parte do programa obrigatório abordar o estado político do país actual, onde fossem debatidas questões políticas, onde os jovens ficassem a par dos diferentes partidos políticos, para assim terem interesse em participar na actividade politica do país…

     Podemos também afirmar que existe pouca dinâmica entre as autarquias e os jovens (escolas), apesar das mentalidades estarem a mudar, não podemos negar que os jovens nem sempre são levados com a devida seriedade e muitas vezes certas atitudes por parte de quem está no poder fazem-nos pensar que somos insignificantes devido à nossa inexperiência. As autarquias deviam lançar desafios aos jovens, ouvi-los atentamente e pôr em prática algumas sugestões mesmo que aperfeiçoadas futuramente por pessoas mais entendidas…Digamos que isso seria um grande incentivo para que os jovens se interessassem mais pela politica, porque muitas vezes nós até falamos, mas as nossas vozes são abafadas…

 

      Esperamos que estas ideias possam contribuir para criarmos uma sociedade onde todos os cidadãos intervenham conscientemente na política do nosso país…

 

Cumprimentos,

Inovar in Urbe!

Escola Secundária Tomás Cabreira, Faro

http://inovar_in_urbe.blogs.sapo.pt/

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publicado por JCM às 22:25
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (IX)

Contributo
Jovens em acção!
     A propósito de um dos últimos desafios lançados pelo CCC, de fazer com que os jovens de hoje tenham um papel mais activo na sociedade em que vivem, como também na vida política, elaboramos um conjunto de sugestões.
     Para que os jovens possam (e queiram) ter um papel mais activo na sociedade devem ser incentivados e sensibilizados desde cedo. Parece-nos que faria todo o sentido que disciplinas como Formação Cívica e Área de Projecto fizessem parte das disciplinas obrigatórias desde o quinto até ao décimo segundo ano.
     A participação activa em qualquer movimento cívico implica o conhecimento da realidade em que vivemos. É, pois, importante que os jovens olhem para a sua cidade como um prolongamento das suas casas. Cabe às escolas e às autarquias organizarem debates, colóquios e palestras que possam esclarecer e debater novas ideias e novos rumos para o progresso das nossas cidades.
     E é começando a intervir activamente na resolução de problemas na nossa escola, na nossa rua, e na nossa cidade que os jovens mais tarde intervirão no desenvolvimento do nosso país.
     As autarquias poderiam promover concursos com temáticas interessantes do ponto de vista da cidadania com prémios atractivos, de forma a apelar a participação dos jovens.
http://almadaumavisaoparaofuturo.blogs.sapo.pt/
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publicado por JCM às 22:14
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (IX)

Contributo

"Recentemente tivemos conhecimento de um atelier sobre a Europa (no qual dois dos elementos do nosso grupo participaram e ganharam) que vai  promover uma discussão entre os diversos participantes de 22 escolas do país, o qual irá ter lugar na Assembleia da República com vários dirigentes portugueses.

Nela poderemos dar a nossa opinião sobre as  políticas europeias através de um debate, e assistiremos a várias palestras. Achamos este tipo de iniciativas muito importantes e gostaríamos que outras semelhantes fossem promovidas, não só no âmbito de assuntos europeus mas também em termos de assuntos nacionais".

Grupo "um pouco mais sobre Vila Real"

http://umpoucomais.blogs.sapo.pt/
Escola Secundária Morgado de Mateus.
os elementos do grupo:  Bárbara Nunes, Carolina Chaves, Joana Magalhães e Leonor Afonso


publicado por JCM às 13:05
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Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (VIII)

Contributo 

Equipa Barreiro Criativo

 

Pela nossa observação ao longo dos anos concordamos que os jovens, actualmente, estão muito mais distanciados da politica do que há vinte anos atrás. Não concluímos isto porque metade dos jovens não respondeu acertadamente ao nome do primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril. O que nos permite chegar a alguma conclusão sobre o interesse dos jovens pela política são as perguntas direccionadas para a actualidade, tudo o resto só demonstra o interesse dos jovens pela história.

É claro que é inadmissível não saber o que foi o 25 de Abril, não dar valor a todos os direitos conquistados nessa data levar-nos-ia a cometer os mesmos erros que foram cometidos no passado e não cremos em que algum de nós deseje regressar aos anos da ditadura. É essa a importância que devemos dar à História na formação dos jovens, não apenas o decorar datas, nomes e locais, o que importa mesmo reter são os princípios e as motivações e não nos parece que o programa do ensino básico tenha falta de noções históricas, até porque não é com 6-14 anos de idade que estamos prontos para entender, na sua plenitude o que foi o 25 de Abril.

As pessoas actualmente têm tendência para culpabilizar os currículos escolares por todos os erros dos jovens, quando o maior problema está na mentalidade de toda a sociedade. Um pai que valorize os direitos conquistados no 25 de Abril, que entenda toda a importância da revolução, não deixará que o seu filho perca essa noção, essa experiência. Por este motivo, nós vemos esta mensagem do Presidente da República, não tanto para os jovens mas para quem lhes proporciona a educação: os pais e os próprios políticos.

Se todos os partidos se preocupassem em defender princípios, transmiti-los à sociedade independentemente de estarem em campanha eleitoral ou não, os Portugueses teriam uma noção clara do que é a politica hoje em dia. Mas o que realmente acontece é que os partidos não definem os seus princípios, não são fiéis ás suas promessas e isso descredibiliza-os perante a sociedade. Este descrédito retira o interesse das pessoas em associarem-se a algo com ideias pouco claras, se existissem ideias fortes e sérias, toda a população, incluindo os jovens, entenderia que a politica se trata de um assunto de grande importância e que tem um grande impacto na vida de todos nós.

O essencial, parece-nos, é que os jovens não têm consciência da dimensão dos actos políticos, não têm noção de que uma convicção forte pode alterar o rumo de um país, não se sentem com poder para alterar e melhorar Portugal.

É necessário que, tanto os políticos como todos os cidadãos portugueses creiam na nova geração e não desacreditem uma iniciativa à partida só porque é organizada por “miúdos”. É óbvio que com 15-25 anos não se tem toda a experiência do mundo, nem se pode compreender a vida plenamente, à medida que vamos ganhando experiência a nossa percepção da realidade vai-se tornando mais clara, mas nem aos 70 anos iremos compreender em absoluto, nada.

A única coisa que podemos fazer para crescer a esse nível e como pessoa é “saber que nada sabemos” e ter vontade de aprender. Essa aprendizagem faz-se através experiências práticas, pois não há nenhum manual que nos indique como devemos viver.

Essas experiências práticas seriam em maior quantidade se existissem mais iniciativas como o concurso Cidades Criativas, que nos obriga a entrar em contacto com as associações locais e Câmaras Municipais para desenvolver os nossos projectos e agir sobre a comunidade. Mas tudo isto só pode ser feito se a população, as associações e Câmaras Municipais acreditarem nos jovens que desenvolvem os projectos.

Estendendo este pensamento a uma escala mais alargada, o que falta em Portugal é esta revolução de mentalidades, para que todos os portugueses compreendam que a nova geração tem muitas outras gerações anteriores a ela, evoluiu delas e deve crescer a compreender as suas conquistas, os seus erros, os seus medos e descobertas. Para que isto aconteça não podemos simplesmente apontar o dedo uns aos outros, temos sim, de dialogar e ter presente que há sempre algo para aprender, tanto os mais novos com os mais velhos como o contrário.

 http://barreirocriativo.blogs.sapo.pt/

 

 


publicado por JCM às 23:30
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (VII)

Contributo

A Politica nos Jovens de Hoje

 

Actualmente, a política e as decisões que dela advêm são um assunto em principal destaque nos diversos orgãos de comunicação social, porém, a maioria dos jovens de hoje, manifestam um total desinteresse por esta matéria.

A maioria dos jovens não se interessa pela política e dá maior importância às organizações não governamentais do que a partidos políticos. A política é vista de uma forma ambígua, simultaneamente idealista e cínica. Por um lado os jovens vêem-na como uma forma de resolver problemas internacionais e conflitos sociais, por outro, são também muitos os que desconfiam dos seus resultados, dizendo que são apenas "promessas vazias" e associam política à corrupção.

Tem de haver uma envolvência dos jovens na política, pois a política actual é associável aos conceitos de cidadania e democracia, assim a relação entre a política e os jovens merece uma melhor atenção por parte da sociedade. Mas é importante não esquecer que o problema não reside apenas e só nos jovens, é um problema generalizado, que pode encontrar nos jovens de hoje uma solução: Se a sociedade intervir através da educação e não limitar o espaço dos jovens na intervenção política e em especial na esfera partidária, através das juventudes partidárias, conseguimos motivar os jovens a lutarem por aquilo que defendem.

Cabe às forças partidárias conseguirem passar a mensagem, cativar os jovens, indo de encontro à nova realidade da vida, percebendo que os valores e os ideais mudaram. E, sem medos, dar lugar aos jovens na esfera político – partidária, assim, talvez consigam perceber o que mudou entretanto.

A sobrevivência da Democracia exige participação dos cidadãos, e esta não ocorrerá se continuarmos a caminhar para um voltar costas entre os jovens, os homens do amanhã e a política.

 

 


http://ossonoba_xxi.blogs.sapo.pt/

 

Ossónoba XXI

 

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Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (VI)

Contributo

A análise sobre atitudes e comportamentos políticos dos jovens em Portugal foi o mote para a reflexão que se instalou no nosso país e da qual é importante retirar algumas ilações, como jovens que somos, jovens que querem ter uma voz activa na sociedade de hoje e de amanhã.

Um exemplo disso mesmo começa na participação em iniciativas que nos levam a pensar e agir dentro do âmbito da nossa cidade, tendo uma maior percepção da rede do poder local. Falamos em diligências como as que são levadas a cabo pela organização do concurso “cidades Criativas”, que nos aproximam cada vez mais daquilo em que assenta quer o poder político local quer o sistema nacional. Seria interessante, nesta perspectiva, aplicar esta metodologia em muitos outros projectos que, actualmente, são lançados aos jovens.

É, contudo, notável também que existem muitos jovens (e não só) que se distanciam desde muito cedo da política, facto que figura como uma das conclusões do estudo em questão e o qual não podemos negar. Talvez, seja então importante pensar em medidas que comecem a abranger os mais novos, sendo plausível uma reestruturação da abordagem feita pelas escolas, desde o básico, sobre aspectos políticos e históricos de Portugal, para que desde muito cedo se consiga o tal envolvimento com a sociedade política portuguesa.

A questão levantada pela comemoração do 25 de Abril poderia também ser feita considerando muitos outros pontos, como a adesão de Portugal à CEE ou aos diversos tratados discutidos/formalizados desde então. O que acontece é que estes assuntos não ultrapassam, de certa forma, as assembleias da República, dos partidos políticos até às assembleias locais. Tudo isto para que, mais uma vez, existisse uma maior abertura dos órgãos políticos para com a sociedade, neste caso concreto os mais jovens.

A prática da cidadania como um valor deve começar nas escolas. É preciso, portanto, saber incutir isto nos mais jovens e agir como tal, potenciando atitudes críticas e reflexivas para com a sociedade que nos rodeia.

Grupo Amarante CSG

http://amarante_csg.blogs.sapo.pt


publicado por JCM às 23:26
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Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (IV)

Notícia enviada pelos Invictus (Porto)

"Aproveitando o actual panorama político, que engloba todas as divergências partidárias, achamos ser mais relevante mostrar aos jovens a política não-partidária.

 

Etimologicamente, “política” provém de dois termos gregos: “polis”, que significa cidade, e “ética”, que manifesta a ideia de todos os procedimentos para o funcionamento e desenvolvimento da cidade/país.

 

Desta forma, a política mostrada aos jovens deve ser o conhecimento da sua cidade e dos órgãos não-camarários, dentro dos quais podem actuar. Toda esta descoberta e a criação de propostas de inovação da cidade em que vivemos é a política na sua forma mais pura. É este conhecimento que temos vindo a adquirir desde o início do ano lectivo que relacionamos com uma forma de fazer política, de a vivermos. Não será a questão de não reconhecermos um ou outro nome do nosso sistema histórico-político que fará de nós portugueses menos interessados ou menos responsáveis.

 

Contudo, achamos ser pertinente que os jovens interajam com a política também partidária. Deste modo sugerimos as seguintes tomadas de acção:

 

Introdução dos conceitos políticos e noções históricas e de responsabilidade cívica desde o ensino básico.

Inclusão da temática da política nas aulas de Formação cívica para os alunos do ciclo.

Formação de um “parlamento” por alunos do terceiro ciclo e ensino secundário para tomar parte activa nas decisões da Junta de Freguesia e escolas.

Plenários anuais com alunos e representantes das secções juvenis dos partidos políticos.

 

Tudo isto tem o intuito de interessar os jovens pela sua cidade/pais, incitá-los a tomar parte activa nos mesmos e fomentar a sua cultura histórico-política".

 

http://invicta-criativa.blogs.sapo.pt/

PS. Esperemos que a vossa iniciativa seja um sucesso e que leve o Presidente da República a consciencializar-se que por este Portugal  fora existem jovens como nós, que se interessam pelo futuro do país como qualquer adulto.

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publicado por JCM às 22:52
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (III)

Sugestão enviada pela Alexandra Estêvão, aluna do grupo fundaoKreativo da cidade do Fundão (http://fundaokreativo.blogs.sapo.pt)

"É mais do que evidente que nós, jovens, estamos cada vez mais afastados daquilo que foi e que é a vida política do nosso país. É claro que não tem justificação um jovem entre os 15 e os 17 anos não saber sequer o que foi o 25 de Abril, ou qual o seu significado, ainda para mais quando existem áreas curriculares que, desde o ensino primário, “batalham” nesta matéria.

 

A verdade é que o alheamento em relação à política de hoje pode ser combatido por todos nós e talvez de uma forma aparentemente simples. Para mim, existe hoje um claro défice por parte das escolas nesta matéria. A proposta que apresento é, na minha opinião, evidente: as áreas curriculares exclusivamente destinadas à execução de projectos, cuja realização tem a duração do ano lectivo, devem impor um “limite” a nível das temáticas a tratar pelos alunos. É claro, que ninguém consegue motivar os estudantes, se os obrigar a desenvolver temáticas que não lhes agradam (falo por experiência própria). Neste sentido, acho que as escolas deviam propor a realização de projectos que não sejam em vão, ou seja, que tenham um objectivo final específico e possam assim motivar e desenvolver intelectualmente os alunos. Assim, estabelecendo uma parceria com as autarquias, os alunos realizariam projectos relativos à sua localidade, sobre temáticas anuais escolhidas pelo poder local, em que fosse necessária intervenção (por exemplo, o melhoramento de um determinado local ou sector). Neste sentido, os vários projectos realizados deveriam ser apresentados às entidades competentes das autarquias. Desta forma, os projectos seriam valorizados, analisados e, se viáveis, executados, o que seria uma grande motivação e incentivo para os estudantes. E como, para apresentar projectos consistentes às autarquias, era necessário o mínimo de conhecimento acerca das mesmas, isto levaria os alunos, por iniciativa própria, a aprender mais sobre o funcionamento do poder local.

 

No fundo, a minha proposta é uma “adaptação” da iniciativa levada a cabo pelo CCC. Por experiência própria, sei que optei por participar neste concurso porque me motivou muito mais a realização de projectos criativos, que irão a júri, são valorizados, etc., do que a realização de um mero trabalho sobre uma temática que todos podem conhecer através da internet. Sei que a minha motivação seria ainda maior se pudesse ver o meu projecto aplicado na minha cidade e também sei que, através deste trabalho, tomei conhecimento de coisas que desconhecia na autarquia onde vivo, daí a minha proposta".

 


publicado por JCM às 22:44
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (II)

Sugestões enviadas pelo

Projecto Inovador - Escola Secundária da Marquesa de Alorna, Almeirim

Propostas para tornar o exercício da actividade política ao nível local mais próximo dos cidadãos, em particular dos mais jovens:

- Tentar levar a Autarquia às Escolas, para que os representantes políticos (Presidente da Câmara, Vereadores,…) possam esclarecer melhor os alunos.

- Maior informação histórico-política de Portugal nos programas do Ensino Básico e Secundário.

- Fazer Assembleias de Câmara onde os alunos possam dar o seu contributo/opinião.

- Organizar/Formar um gabinete, no qual, os alunos interessados e informados pela escola sobre acções que a Câmara pretende fazer, possam dar o seu contributo e representar os jovens da cidade.

- Workshops de Política, em que os alunos pudessem saber como funciona o “mundo da política”.

- Visitas guiadas pelas Câmaras Municipais das cidades e Assembleia da República.

- Palestras e Colóquios informativas sobre a política nas aldeias/cidades/país.

Para mais informações: http://projectoinovador.blogs.sapo.pt/ 

 

 


publicado por JCM às 22:36
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O outro lado d'O "desinteresse" dos jovens pela Política (I)

Notícia enviada pela

Catarina Cabrita (17 anos), aluna da Escola Secundária de Silves

Para mais informações: http://criaxelb12n2.blogs.sapo.pt/

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Assembleia Jovem de Silves
Realizou-se no passado dia 22 de Abril de 2008, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Silves, a Primeira Assembleia Jovem de Silves. Estas sessões são momentos em que os jovens de diferentes escolas do Concelho apresentam os problemas que acham mais importantes ao Executivo Camarário, com vista a que possam ser melhorados e, portanto, resolvidos.
Esta primeira Assembleia contou com a presença das Escolas E.B. 2,3 João de Deus de S. Bartolomeu de Messines, E.B. 2,3 Garcia Domingues de Silves, E.B. 2,3 do Algoz, E.B. 2,3 Dr. António Costa Contreiras de Armação de Pêra, Escola Secundária de Silves, Instituto Piaget, EPAALG e IEFP. Além de permitir mostrar os pontos fracos que acham relevantes, é ainda uma forma dinâmica de proporcionar aos jovens uma aprendizagem do funcionamento das instituições democráticas portuguesas, abrindo um espaço no qual possam exprimir as suas necessidades e desejos.

         

Da turma N2 do 12º ano, para desenvolver e divulgar o trabalho já elaborado, estiveram presentes a Ana Correia do grupo da Cultura, que sugeriu a realização de uma Semana das Artes, de Cinema ao Ar Livre e da criação de uma Pousada da Juventude, a Filipa Balbino do grupo de Acessibilidades que falou na falta destas na Escola Secundária de Silves e na cidade e a Catarina Cabrita também do grupo de Acessibilidades que presidiu esta primeira Assembleia

É importante mencionar que os temas escolhidos para esta primeira Sessão foram: O Ambiente-Poluição, Preservação do Meio Ambiente e Aproveitamento de Resíduos & Acessibilidades – Rede de Transportes Locais e Condições de Acessibilidade para todos os Cidadãos, o que demonstra já um enorme preocupação da parte da população mais jovem no que toca a estes dois temas. Todas as propostas foram ouvidas com muita atenção pela Presidente da Câmara Municipal de Silves, a Dra. Isabel Soares que respondeu a todas as questões colocadas e se propôs a ajudar a resolver todos os problemas mencionados.

 

Consideramos que foi um importante momento, não apenas por permitir expor aspectos menos bem existentes em vários locais do Concelho mas também porque foi uma forma de integrar membros jovens na política da Cidade, despertando-lhes algum interesse e motivando-os de que são também eles a voz do Futuro.

Na primeira imagem, estão os representantes da Escola Secundária de Silves, bem como outros membros da Assembleia. Na segunda estão Isabelle Coelho, - 1ª Secretária - Catarina Cabrita - Presidente - e a Telma - Segunda Secretária. Na última imagem, os membros do Executivo Camarário, entre eles a Exma senhora Presidente, Dra. Isabel Soares.

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publicado por JCM às 22:24
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Domingo, 27 de Abril de 2008

Inverter "afastamento" dos jovens da política

 

Notícia LUSA

http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/a0936df9c5bccafdd4f12e.html

Beja, 26 Abr (Lusa) - O Presidente da República, Cavaco Silva, revelou hoje que vai reunir em Maio com líderes de organizações de juventude para discutir o "afastamento" dos jovens face à política e encontrar soluções para inverter a "grave" situação actual.

O anúncio foi feito pelo Chefe de Estado em declarações aos jornalistas após inaugurar a 25/a edição da feira de agro-pecuária Ovibeja, em Beja, um dia depois de discursar na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, na Assembleia da República.

Na sua intervenção, no Parlamento, Cavaco Silva mostrou-se "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia.

O Presidente divulgou extractos de um estudo que mandou realizar sobre o alheamento da juventude face à política e atribuiu parte da responsabilidade aos partidos políticos.

Hoje em Beja, quando questionado pelos jornalistas sobre a matéria, o Chefe de Estado revelou que vai reunir com líderes de organizações juvenis portuguesas em meados de Maio com dois objectivos.

Por um lado, Cavaco Silva quer saber a opinião de líderes de organizações de juventude sobre a "realidade do afastamento dos jovens em relação à vida politica" e, por outro, sobre "aquilo que pode ser feito para inverter a situação".

Interrogado sobre as criticas da oposição de esquerda quanto às responsabilidades dos sucessivos Governos nas últimas três décadas pelo afastamento dos cidadãos face à política, Cavaco Silva começou por dizer que não comenta directamente as declarações de "dirigentes políticos".

"Eu estou voltado para o futuro e penso que não devemos ficar agarrados às recriminações sobre o passado", declarou o Chefe de Estado.

Afirmando-se como "uma pessoa do presente", Cavaco Silva lembrou ter apresentado aos deputados "uma realidade que a todos deve preocupar".

"Fiz um apelo a uma reflexão serena e séria sobre um trabalho sério, fundamentado e com dados concretos e não apenas baseado em suposições", disse.

"Espero bem que, perante uma situação que é grave, todos, não excluo ninguém, nem excluo tão-pouco o Presidente da República, façam uma reflexão serena e construtiva sobre as consequências do afastamento dos jovens em relação à vida política", apelou.

LL/MLM.

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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

25 de Abril: Estudo encomendado por Cavaco Silva sobre juventude já foi entregue no parlamento

Lisboa, 25 Abr (Lusa)

O estudo sobre o comportamento dos jovens que o Presidente da República, Cavaco Silva, hoje citou no parlamento na sessão solene comemorativa do 25 de Abril já foi entregue aos partidos políticos, informou fonte da Presidência.

A análise sobre atitudes e comportamentos políticos dos jovens em Portugal, mandada realizar por iniciativa de Cavaco Silva, através da Universidade Católica, já foi colocada no "site" da Presidência, sendo considerada "fiável" pelo Chefe de Estado.

De acordo com o documento, metade dos jovens entre os 15 e os 17 anos desconhece quantos países integram a União Europeia, o nome do primeiro Presidente português eleito depois do 25 de Abril e se o PS tem maioria absoluta no parlamento, alertou hoje Cavaco Silva, citando o documento que mostra o "total alheamento" da juventude.

O Presidente da República, que falava na sessão comemorativa do 25 de Abril, na Assembleia da República, apresentou parcialmente esse estudo que mandou realizar e que demonstra o "total alheamento" dos jovens face à política e a insatisfação geral dos portugueses relativamente ao funcionamento da democracia no país.

Cavaco Silva considerou a situação "demasiado séria" e disse que, como "deve prestar contas" do que faz, partilhou os resultados desse estudo sobre atitudes e comportamentos políticos dos jovens em Portugal.

O estudo, apresentado ao Presidente em Janeiro, conclui, em primeiro lugar, que "é notória a insatisfação dos Portugueses com o funcionamento da democracia" que se mostram favoráveis a reformas profundas na sociedade portuguesa.

Revela que os mais jovens, entre os 15 e os 17 anos, e os jovens adultos, entre os 18 e os 29 anos, ou seja, os que nasceram após o 25 de Abril, são a camada etária que se mostra mais favorável à introdução de reformas incrementais e limitadas no sistema.

Adianta que os jovens estão menos expostos à informação política pelos meios convencionais de comunicação do que os restantes segmentos da população e mostram também mais baixos níveis de conhecimentos políticos.

De acordo com o estudo, exceptuando o exercício do direito de voto, a população portuguesa tende a ser céptica em relação à eficácia da participação política tradicional, isto é, aquela que é feita através dos partidos.

No que respeita a um conjunto genérico de medidas destinadas a melhorar a qualidade do sistema democrático, os portugueses são favoráveis à presença das mulheres na vida política, à criação de novos mecanismos de participação e à maior personalização do sistema eleitoral, refere o estudo.

Depois de enunciar a fiabilidade do estudo, Cavaco Silva disse que queria conhecer essa realidade que trouxe agora aos deputados "na convicção de que os agentes políticos não podem alhear-se do pulsar da sociedade e daquilo que os cidadãos pensam daqueles que os governam".

Cavaco Silva sublinhou que, já em 2004, os portugueses se contavam entre os europeus e os cidadãos de países desenvolvidos com pior avaliação do funcionamento da democracia, e que de 2004 para cá, a "insatisfação e o pessimismo" cresceram de forma sensível.

Do ponto de vista do chamado "interesse pela política", os resultados demonstram um "baixíssimo interesse dos inquiridos entre os 15 e os 17 anos".

O documento revela que os cidadãos em geral mostram maiores níveis de interesse pela política a nível local do que a nível nacional e internacional.

De acordo com o Chefe de Estado, foram colocadas aos inquiridos três perguntas muito simples: qual o número de Estados da União Europeia, quem foi o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril e se o Partido Socialista dispunha ou não de uma maioria absoluta no Parlamento.

O Presidente da República mostrou-se chocado porque metade dos jovens entre os 15 e os 17 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi sequer capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas.

"No dia em que comemoramos solenemente o 34º aniversário do 25 de Abril, numa cerimónia todos os anos repetida, somos obrigados a pensar se foi este o futuro que sonhámos", sublinhou Cavaco Silva.

O Presidente disse ser "natural, saudável" que os cidadãos e os jovens tenham centros de interesse para além da vida política, mas afirma que tal significa que têm a democracia como um dado adquirido, que interiorizaram o facto de viverem num regime democrático e agora dedicam a sua atenção a outras realidades.

Cavaco Silva disse aos deputados que "o nível de informação dos jovens relativamente à política é de tal forma baixo que ultrapassa os limites daquilo que é natural e salutar numa democracia amadurecida".

"O alheamento da juventude não pode deixar de nos preocupar a todos, a começar pelos agentes políticos", alertou o Presidente, sublinhando: "A começar por vós, senhores deputados".

Para o Chefe de Estado, se os jovens não se interessam pela política é porque a política não é capaz de motivar o interesse dos jovens.

"Interrogo-me que efeitos daqui resultarão para o Governo de Portugal num futuro não muito distante", questionou.

O Presidente alertou ainda os deputados para a necessidade de se procurar fazer uma "política de proximidade" relativamente aos Portugueses.

Cavaco foi claro ao declarar que os partidos políticos "possuem responsabilidades muito claras no combate ao alheamento" dos jovens pela vida pública, no fundo, no combate à indiferença que muitos jovens têm pelo futuro do seu País.

Para o Chefe de Estado, isso deve-se, em boa medida, ao facto de não ter havido o necessário esforço para a credibilização da vida política que "não dispensa algo de muito simples que é ouvir o povo e falar-lhe com verdade".

"Vender ilusões não é, seguramente, a melhor forma de fortalecer o imprescindível clima de confiança que deve existir entre os cidadãos e a classe política", reiterou.

Por outro lado, o Presidente denunciou um "certo autismo de alguma classe política", levando-a a conhecer melhor a realidade do País.

Cavaco Silva disse que o "impressiona" que muitos jovens não saibam sequer o que foi o 25 de Abril, nem o que significou para Portugal e que, quando interrogados sobre o que sucedeu em 25 de Abril de 1974, muitos produzam afirmações que "surpreendem pela ignorância" de quem foram os principais protagonistas, pelo total alheamento relativamente ao que era viver num regime autoritário.

SRS.

Lusa/fim

 

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